Brasão do Concelho de AbrantesConcelho de Abrantes
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GEOGRAFIA


Rio Tejo em Abrantes
[Introdução] [Características Geo-Morfológicas] [Hidrografia] [Análise Climatológica] [Pluviosidade]
 

 

 

Introdução

Composto pelas freguesias de ALDEIA DO MATO, ALFERRAREDE, ALVEGA, BEMPOSTA, MARTINCHEL, MOURISCAS, RIO DE MOINHOS, ROSSIO AO SUL DO TEJO , SOUTO, S. FACUNDO, S. MIGUEL DO RIO TORTO, S.VICENTE, S. JOÃO, TRAMAGAL E PEGO, o concelho de Abrantes é limitado a norte pelos concelhos de Vila de Rei e Sardoal, a Sul pelo concelho de Ponte de Sôr e da Chamusca, a Oeste por este último concelho e ainda pelos concelhos de Constância e Tomar e a Este pelos concelhos de Mação e de Gavião, e tem uma área total de 713 Km2 (cerca de 11% do distrito).

Características Geo-Morfológicas

O território do concelho de Abrantes apresenta fortes irregularidades orográficas e é sumariamente caracterizado do ponto de vista do relevo e da hidrografia pela diferenciação motivada pela existência do Rio Tejo. Constituindo a espinha dorsal do dispositivo orográfico, o grande vale do Tejo articulado com o Vale do Rio Torto forma uma zona distinta das outras duas, de maiores altitudes, respectivamente a Norte e a Sul daquela. Distinguem-se três zonas: a zona Norte de relevo mais acentuado, com vales estreitos e encaixados, respeitantes a linhas de água que correm para as bacias hidrográficas do Tejo e do Zêzere; a zona Central, marcada por uma inclinação suave ao longo do Tejo; a zona Sul, constituída por um relevo com elevações mais ou menos paralelas e separadas por vales largos onde correm ribeiras que afluem directamente ao Tejo.

É no concelho de Abrantes que o Tejo entra praticamente no seu baixo curso, onde, portanto, começam formações mais recentes de terras formadas por arrastamentos e depósitos, terras aluvionares do antropozóico. O norte do concelho apresenta as rochas mais antigas (Precâmbrico e Paleozóico), correspondendo às zonas de maior altitude.

É dominante a percentagem de território afecta ao Miocénico Lacustre, que constitui a zona planáltica denominada "Charneca" e que se continua para sul. Seguem-se-lhe, em área, as manchas do Paleozóico e do Precâmbrico indiferenciadas.

A "Charneca", extensa área planáltica de arenitos miocénicos (79,6% do concelho) tem uma aptidão cultural dominantemente florestal. Agricolamente pobre e erosinada, é constituída por solos soltos e secos. Os "Complexos Cristofílico e Xisto-Gresoso" ocupam, respectivamente, 12,2% e 0,9% da área do concelho e são os mais férteis. As áreas de "Silúrico inferior ou Cambriano" ocupam 1,8% da área do concelho a norte do Tejo e são constituídas por quartezitos irrompendo de xistos. Estes terrenos são difíceis de amanhar, predominando o pinheiro em algumas zonas (terrenos vermelhos argilosos). Os "Granitos" representam 1,4% do concelho. Representando cerca de 2,2% da área do concelho, os terrenos do "Holocénico" (solos aluvionares do Tejo) começam na lezíria e campina de Alvega e estendem-se por outras freguesias. São estes os melhores solos do concelho, ocupando 368 ha na margem direita e 1184 ha na margem esquerda do Tejo.

Quanto a recursos mineiros, registam-se em toda a região 96 "registos de minas": 29 para explorações de prata, 13 para ferro, 15 de fosforites, 11 de chumbo, 9 para ouro, 8 de cobre, 3 de manganês, 3 de antimónio, l de zinco, l de pirite arseniacal e l de titâneo. Explora-se também em pedreiras o granito e o calcário, e a argila em barreiras.

Hidrografia

O Rio Tejo é, obviamente, o curso de água mais importante do concelho, atravessando-o num percurso de 30 Km. Seguem-se-lhe os rios Zêzere e Torto. Todo o concelho é bastante percorrido por diversos cursos de água, afluentes dos dois principais rios.

Quanto aos recursos hídricos, atente-se à situação do concelho, integrado no território pertencente à bacia hidrográfica do Tejo, e daí as suas potencialidades sob o ponto de vista do aproveitamento hidroeléctrico e de navegabilidade do rio. Quanto à produção de energia eléctrica saliente-se a grande barragem de Castelo de Bode, cuja albufeira serve de limite natural do concelho, com uma capacidade de armazenagem de 870hm3 e uma produção de 172,2MVA. No entanto, as possibilidades de aproveitamento hidroeléctrico estão longe de estarem esgotadas. Esteve prevista a construção de mais duas barragens, situando-se a primeira a montante de Abrantes, na Barca do Pego, ligando a estrada nacional 118 com a estrada nacional 3, e com uma altura de queda de 8m. A segunda, com uma queda de 4m, localizar-se-ia junto ao Tramagal, ligando as mesmas estradas nacionais. Estas duas barragens fechariam uma espécie de cintura interna da "Cidade Elementar de Abrantes".

Para além disto, a situação das barragens tornariam possível, pelo sistema de comportas, a navegabilidade do Tejo em todo o território. No entanto, ultimamente, o projecto da Barragem de Almourol vem pôr em causa a barragem referida em segundo lugar.

Análise Climatológica

Temperatura do Ar - médias mensais e anuais

MESES

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

ANO

Temperaturas

Tancos

8,7

9,5

12,4

14,8

17,4

21,4

22,5

22,9

22,4

16,3

11,7

8,8

15,6

Alvega

9,7

10,5

13,3

15,6

18,5

21,8

24,3

24,2

22,1

18,3

13,2

10,6

16,8

Montargil

9,2

9,8

12,3

14,4

17,3

20,3

23,0

22,9

21,3

17,8

12,9

10,0

15,9

Abrantes

8,1

9,4

12,2

14,5

18,3

21,5

23,7

24,0

22,4

17,8

11,7

8,5

16,1

Quadro 1

Fonte: CMA - Plano Geral de Urbanização (estudo prévio)

Dos dados do quadro l constata-se que a temperatura média do ar varia entre os 15,6 oC e os 16,8oC, tendo em conta o facto de nos reportarmos às 4 estações de medição que abrangem o concelho de Abrantes. Temos assim a estação de Alvega com temperatura média ligeiramente elevada para os valores da região. Em Tancos, o número médio de dias com temperatura igual ou superior a 25oC é de cerca de 120 e em Alvega de cerca de 180. Os meses mais quentes são os de Junho a Setembro, com temperaturas que chegam a atingir os 33oC em Alvega e os 30,6oC em Tancos. Janeiro é o mês com temperaturas médias mais baixas (da ordem dos 8oC), bem assim como mínimas absolutas, chegando a atingir valores negativos, embora que esporádicos, da ordem dos 6 e 9oC negativos.

Quanto à precipitação, os meses de valores mais elevados são Dezembro e Janeiro e os meses mais secos Julho e Agosto. 18,5% da precipitação anual em Tancos ocorre no mês de Janeiro, e na mesma estação 85,6% da anual ocorre de Outubro a Abril. É também esta estação a que regista maiores valores de pluviosidade -778,3mm.

Os ventos que sopram no Inverno - Norte e Nordeste são frios e secos, os quais, actuando com a geada, provocam as "queimadas". Os ventos dos quadrantes Este e Sudeste sopram durante todo o ano com maior ou menor frequência. No Inverno são bastante frios (do continente europeu) e no Verão e Primavera quentes e secos (Norte de África).

Pluviosidade

Temperatura do Ar - médias mensais e anuais

MESES

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

ANO

Temperaturas

Tancos

144,5

65,7

111,9

105,1

22,0

26,3

13,3

2,1

48,0

79,3

74,5

85,6

778,3

Alvega

79,2

62,0

97,6

59,9

49,4

16,9

5,2

6,3

36,8

54,7

74,0

104,1

646,1

Montargil

83,5

57,2

99,0

53,5

55,6

17,4

3,5

10,2

23,3

44,6

71,7

83,6

603,1

Abrantes

85,9

63,0

95,1

56,9

40,8

20,6

5,2

5,6

27,1

55,3

78,2

95,0

628,7

Quadro 2

Fonte: CMA - Plano Geral de Urbanização (estudo prévio)

O clima é temperado, moderado ou oceânico, semi-húmido e moderadamente chuvoso.

in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 94-97.

 

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