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| Caracterização Geral | Composto pelas freguesias de ALCANENA, BUGALHOS, ESPINHEIRO, MALHOU, LOURICEIRA, MINDE, MOITAS VENDA, MONSANTO, SERRA DE ST° ANTÕNIO E VILA MOREIRA, o concelho de Alcanena é limitado a Norte por Vila Nova de Ourém, a Sul por Santarém, a Este por Torres Novas e a Oeste pelo distrito de Leiria (Estremadura) e tem uma área total de 127,75 Km2 (cerca de 2% do distrito). |
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| Características Geo-morfológicas | Este concelho apresenta, sob o ponto
de vista geomorfológico, uma interessante localização,
já que se situa entre o MACIÇO CALCÁRIO ESTREMENHO
(que se situa no prolongamento da cordilheira central) e
a BACIA TERCIARIA DO TEJO. A estrutura difere nos seus três limites: A Oeste é limitado pela cobra anticlinal da Serra dos Candeeiros; a Noroeste, as camadas calcárias desaparecem sob os arenitos cretácios do sinclinal de Vila Nova de Ourém; a Sudoeste, o Jurássico cavalga os planaltos pliocénicos que constituem a bacia terciária do Tejo. No que diz respeito à bacia terciária do Tejo, ela é constituída, nesta área, por planaltos de calcário lacustre do Miocénio, once se encaixa a rede hidrográfica do Rio Alviela. Sob o ponto de vista morfológico, a 1ª zona (a norte da bacia do Tejo) é constituída por cinco subzonas, de onde se destacam a Serra de Aire (onde se encontram as superfícies mais elevadas: 677m), o Planalto de S. Mamede (com superfícies entre 456 e 495m), onde se encontram as Grutas de Stº António, a superfície noroeste do planalto de St° António (com latitudes de 514m), e o Polge de Mira de Aire (bacia de fundo plano, com altitudes da ordem dos 190m), que separa o planalto de Stº António do de S. Mamede e da Serra de Aire. Esta área tem uma drenagem essencialmente subterranea, sendo a captação das águas relativamente fraca, sobretudo na Serra de Aire e no Planalto de S. Mamede. A maior parte dos cursos de água têm um regime ocasional. O Planalto de St° António, com as suas numerosas bacias fechadas, grutas algares e ribeiras subterrâneas, permite a infiltração de águas e a sua circulação através de ribeiras subterrâneas que vão dar origem a várias exurgências, como o rio Alviela. Também o rio Almonda é alimentado por águas subterrâneas que provêm do escoamento do Polge Mira-minde, pois este funciona como bacia endorreica e recebe a drenagem subterrânea dos planaltos em redor. Na restante área do maciço verifica-se uma grande carência de água superficial. A zona de calcário miocénico - bacia do Alviela - que abrange Alcanena, Vila Moreira e outras povoações, apresenta uma altitude média de 250m e beneficia da água transportada pelas ribeiras subterrâneas do maciço calcário. |
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| Clima | O concelho situa-se, do ponto de
vista CLIMATOLÓGICO, na barreira de condensação
Montejunto-Estrela, constituída por várias serras,
incluindo a dos Candeeiros e a de Aire. Relativamente aos contrastes térmicos, a temperatura mais elevada verifica-se no Verão, do tipo quente, com valores de temperatura máxima média entre os 29° e os 32° e um número anual de dias com temperaturas máximas superiores a 259 de 100 a 120; o Inverno é moderado, com valores de temperatura mínima média entre os 4°e os 6º, sendo de 15 a 20 o número anual de dias com temperatura mínima inferior a 0°. Todos estes valores para Alcanena, Vila Moreira e Minde. Covão do Coelho aparece numa classe diferente, com Verão moderado, com somente 20 a 100 dias com temperaturas máximas superiores a 25º e com um Inverno também menos fresco com temperaturas mínimas médias entre 2º e 4º, sendo 10 a 30 o número anual de dias com temperaturas inferiores a 0º. |
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| Precipitação | Quanto à PRECIPITAÇÃO, Alcanena e
Minde situam-se na mancha entre os 100 e os 110 dias,
Covão do Coelho entre 110 e 120 dias e Vila Moreira
entre as duas classes. Alcanena e Vila Moreira têm uma
precipitação média anual de 1000 - 2000 mm. De
salientar que nas elevações em redor se verifica um
número superior de dias de precipitação e ainda
valores de precipitação média anual superiores, como
é o caso da Serra de Aire. Este facto repercute-se no
concelho com o aumento de caudais causado pela
escorrência superficial e subterrânea proveniente das
elevações. in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 126-127. |
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