Concelho de Alcanena
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Manta de trapos
Manta de trapos
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Uma viagem moldada por artesãos

Entre a serra e o bairro, piscando o olho à borda d'água, Alviela abaixo com choupos e salgueiros por brasão, Alcanena é um concelho sintese desta região que vai nascendo.

Á Ti' Gisélia, olhos vivos, real bonomia, saber de expenência feito, puxa-lhe o pé para o fandango varapau, ao tecer sonhos de ráfia, junca e feno. É o vértice deste triângulo, onde a madeira cresce livre e pura e dá vida à vida dos madeireiros, que criaram uma terra de nome Espinheiro.

Noutro vértice, no norte mais ao norte, os fios se entrelaçam das mãos aos teares e suspendem mantas de lã, mantas das mais variadas cores, as riscas do arco-íris. Das matas do Covão do Coelho às cercanias da Serra de Santo António, com uma mirada a perder de vista do Cabeço de Santa Marta, por Minde se estendem os fios de uma história, que os barros humanos do senhor Aguiar ajudam a compreender, e que trazem no longe do olhar os dias de hoje. A piaçao dos charales.

Clarinda, Filomena, Conceição Vala, todas as mulheres que recordam entre fios e trapos, colchas retalhos de muitas vidas.

E para fechar a trempe, Ti'José Salgueiro e sua mulher Maria Emília, do lugar dos Flhós, tratam por tu balaios e teigões, e o bunho na dança das mãos se transforma em mesas, cadeiras, banquinhos para no convívio dos séculos, alguém contar histórias de encantar.

Bem no centro, e em Alcimena trabalhos em couro do senhor Martinho representam a vida desta gente que fez da curtimenta a sua vida desde tempos antigos. O couro que é o seu orgulho e a sua glória, refaz-se em objectos outros, úteis e belos. Aqui, pintura e louça se casam na criatividade dos olhos e mãos de Dona Manuela, que de experiência em experiência molda luz e cor, formas.

Por fim, a senhora Josefina de Monsanto borda cestas de mil rendilhados e ensina a prolongar a tradição, onde as velas de cera continuam a alumiar as noites neste desfiar de dias nunca iguais.

Sobre grande fatia deste espaço, nasce o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Neste cadinho dos tempos, o património natural e cultural é preservado e valorizado. É um projecto de melhoria de qualidade de vida das populações e de humanização da paisagem, no respeito pelas raizes de uma identidade cultural. Do fundo do tempo, por Alviela, serras, montes e vales, pelas linhas das mãos enrugadas e calosas, através de todos os olhares que iluminam as gerações, o concelho de Alcanena é um convite e uma proposta para a viagem mais bonita da nossa vida.

Circuito
Circuito Alcanena
Louriceira - Igreja matriz (século XVI)
Malhou - Igreja do Espírito Santo
Espinheiro - Olhos de Água (nascente do Alviela). Casa e Quinta do Alviela
Raposeira
S. Pedro
Monsanto - Igreja Matriz (século XVIII)
Covão do Feto
Serra de Stº António
Minde
Moitas Vendas
Vila Moreira
Alcanena
Bugalhos - Igreja de Nª Sª da Graça (século XVII)
Alcanena




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