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** HISTÓRIA **  
Igreja Matriz
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  Introdução

Quem das ameias das Portas do Sol em Santarém, deixar estender o olhar pelo fértil vale do Tejo, vislumbrará um quadro magnífico de beleza inconfundível.

Em baixo, deslizando, vai o Tejo a caminho de Lisboa; alongando-se em direcção ao sul, vê-se a extensa e expressiva lezíria, por entre mouchões e vinhedos e, mais longe ainda, a mancha cinzenta da serra de Almeirim, a subir pelas terras luminosas da charneca, início da planície alentejana.

Aqui se situa Almeirim, nesta zona de diferenças geográficas, terra fundada em 1411 por D. João I e onde reis e senhores vinham passar momentos de entretenimento e tratar de negócios do Reino, dizendo-se que "ali punha Cupido a sua aula e el-rei o seu despacho".

Hoje, Almeirim nada tem que ateste esse passado faustoso, embora no seu Palácio Real, cujos restos foram demolidos em 1890, se tenham realizado as importantes cortes de 11 de Janeiro de 1580, nas quais se debateu o grave problema de sucessão ao trono, por morte de D. Sebastião em terras africanas de Alcácer-Quibir.

As suas belezas naturais, o seu tipismo, divulgado por diversos agrupamentos folclóricos, a sua excelente e apreciada culinária, o melão e o vinho que gozam de justa fama e outros produtos de real qualidade, fazem de Almeirim uma terra que oferece ao visitante uma sensação de bem estar, onde o seu progresso se orienta no melhor dos sentidos, através de estruturas que por toda a parte se podem apreciar.

in "Folheto Turístico", Região de Turismo do Ribatejo

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Quadro Histórico

Almeirim, segundo os historiadores, baseados no aparecimento de fragmentos cerãmicos do séc. I, remonta à dominação Romana. Estudos mais recentes colocam porém esta zona na época epipaleolítica, pelo achado de concheiros em Benfica do Ribatejo. O seu nome indica que foi mais tarde habitado pelos mouros.

Almeirim foi fundada em 1411 por D. João I.

No séc. XIV era esta região considerada a "Sintra de Inverno" e frequentada pelos reis da II dinastia, por ser um lugar de grandes coutadas de caça, pela proximidade do Tejo, de Santarém e de Lisboa.

Foi esta região escolhida para a realização de grande número de cortes.É aqui que Gil Vicente representa às cortes de D. Manuel e de D. João III grande número das suas farsas e comédias, de que é exemplo o "Auto da Fé" (1510). Depois do desaparecimento de D. Sebastião, é em Almeirim que se reunem as cortes para decidir do futuro do reino.

Entre outras pessoas notáveis, nasceram em Almeirim: D. Afonso, filho de D. João III; D. Fernando, Filho de D. Duarte; D. Duarte, filho de D. Isabel e, provavelmente, o cardeal D. Henrique.

in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 156.

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