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| Introdução |
in "Moderna Enciclopédia Universal", ed. Círculo de Leitores
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| Quadro Histórico |
Com uma "notável" localização, anfiteatro do Tejo e do Zêzere, nela poderemos encontrar inúmeras casas senhoriais atestando a sua importância na escolha dos momentos e locais de lazer da classe senhorial do nosso reino. Com o advento do caminho de ferro, toda esta região foi, a pouco e pouco, perdendo a sua hegemonia, económica e social, em favor de outras. Poderemos dizer que, presentemente, Constância é, de certa forma, um concelho estabilizado. Das freguesias de Montalvo e de Stª Margarida não é conhecida a sua evolução histórica. De Constância sabe-se que é povoação muito antiga, remontando, pravavelmente, à dominação Romana (ano 100 A.C.), com o nome de Pugna-Tagi, que significa "Combate no Tejo". Esteve, mais tarde, sob o domínio árabe, sendo conquistada aos mouros pelo "lidador" Gonçalo Mendes da Maia. Chamava-se então "Punhete". Os Templários ocuparam, por algum tempo, o seu castelo, hoje destruído. O Rei D. Sebastião viveu, por diversas vezes, em Constância, na "Torre" do castelo (1559). Em 1578, este Rei concedeu-lhe honras de vila, sem foral. Em Dezembro de 1836, D. Maria II altera o seu nome pare "Notável Vila de Constância". O mais ilustre dos seus habitantes foi Luís de Camões, ali desterrado no cumprimento de uma pena provocada pelas sues ligações com Catarina de Ataíde (1548-1550). in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 252. |
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