** GEOGRAFIA **
 

Freguesias

O Concelho de Ourém engloba 18 freguesias: Alburitel, Atouguia, Casal dos Bernardos, Caxarias, Cercal, Espite, Fátima, Formigais, Freixianda, Gondemaria, Matas, Nª Srª da Piedade, Nª Srª das Misericórdias, Olival, Ribeira do Farrio, Rio de Couros, Seiça e Urqueira.

 

 

Da Serra de Aire ao Agroal

Todo o termo Sul do concelho de Ourém é limitado pela Serra de Aire que reúne numa paisagem ímpar a beleza cársica do seu corpo calcário, entregue à protecção ambiental do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). São cumes que se elevam por vastas lombadas de pedra calcária, apenas dominados pelo vento que continua a bolear as rochas, a moldar as árvores em arbustos e a talhar o tamanho das plantas, das urzes e dos matos melíferos, oferecendo à Águia e ao Falcão uma total liberdade para voar e caçar. Pelas encostas da Serra descobre-se uma paisagem imensa de pequenos muros de pedra solta a limitar campos e caminhos. Foi a necessidade de zonas cultiváveis que obrigou o Homem, ao longo dos tempos, a acções de despedrega que deram lugar a vistosos campos verdes, a uma arquitectura popular baseada na pedra e a uma culinária popular virada para o sabor do pão e das "migas" (pão amolecido com água e azeite, e apaladado com ervas aromáticas). Casais Espertos, Sobral, Vale Figueira, Casal Farto, Maxieira e Boleiros são alguns nomes de aldeias de pedra a não esquecer num passeio pela Serra de Aire. A descer para o Planalto de Fátima, cresce a fertilidade, o tamanho dos campos e a extensão dos muros de pedra que continuam a comprimir e a dividir este espaço rural, onde ainda brilham fiadas de oliveiras, manchas de azinheiras e pequenos pinhais. Quando se caminha para as arribas do planalto, com a bacia e o morro de Ourém já no horizonte, abrem-se subitamente vales profundos, quase canyons, como os de Vale das Queimadas, Vale da Fonte ou Vale da Chita, junto da Estrada Fátima-Ourém, por onde fluem as águas do subsolo cavernoso do Planalto e se admira um impressionante escadório de socalcos e oliveiras que anuncia as encostas vinhateiras de Atouguia. A contrastar com a Serra e o Planalto toda a bacia de Ourém é um milenar sulco de fertilidade, povoada de pequenos montes, morros e cabeços, onde habitam pinhais e panoramas verdejantes de vales rústicos, serpenteados por riachos e ribeiras que afluem ao rio Nabão. Ao contar os vales das paisagens tentadoras, aponte na direcção da ribeira de Seiça que hostenta o coração novo da Cidade de Ourém e a histórica e fidalga Vila de Seiça, reunida à volta da velha Ermida de Santa Maria, onde teria rezado o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, antes e depois da Batalha de Aljubarrota, e em redor das Quintas nobres de Alcaidaria, Seiça, Olaia, Norte e Sorieira, algumas delas hoje cuidadosamente preparadas para alojar turistas. Para rumar ao vale da Ribeira de Gondemaria, há que contornar o Alto da Pimenteira e descer ao longo dos vinhedos das encostas de Gondomaria. Soutaria e Tomaréis são outras aldeias antigas deste vale que desagua na Ribeira de Olival, próximo da Ermida alpendrada de Nª Srª da Conceição. A subir para montante do vale da Ribeira de Olival, tudo se avista desde os cumes altaneiros de Aldeia Nova e Óbidos. Depois é ir conhecer o Vale da Ribeira de Fárrio ou o Vale da Ribeira da Salgueira, ambos percorridos por encostas de pinhal, milheirais e hortas ribeirinhas que deslizam de Casal dos Bernardos até Rio de Couros - a terra benemérita da tradiçao antiga de cozer, no forno comunitário, o "Bolo da Senhora" e distribuí-lo a todos no dia da Festal Sem esquecer que é nos altaneiros pinhais que coroam a nascente todo o Vale da Ribeira de Espite que brotam os riachos e as fontes da Ribeira de Urqueira, para juzante, denominada de Caxarias. Sendo certo que Caxarias é uma terra próspera onde passam as águas de duas ribeiras e as estradas que correm pare o rio Nabão. E é mesmo pela beira do rio Nabão, que se juntam os contrastes florestais e agrícolas de Freixianda com as pitorescas leiras de milho, vinho e azeite de Formigais, com os mil encantos das escarpas abruptas e calcárias que o rio sulca até chegar ao ecológico e paradisíaco sítio do Agroal, onde, no leito do rio, brota um manancial de água mineralizada fria, termal e curativa das doenças da pele.

in Folheto Turístico da Região de Turismo de Leiria

   
 

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