** HISTÓRIA **
 

Breve resumo

Estava-se no tempo em que as urbes se construíam à volta dos castelos, tal como a vida se fazia com lendas e se desfazia com medos da Fé. A História confirma que este monte que domina toda a Bacia Cretácia de Ourém se chamava Abdegas.

A invasão árabe, no século IX, terá dado origem à lenda da moura que se chamava Fátima e que, por se ter apaixonado pelo bravo cavaleiro templário Gonçalo Hermingues, veio a converter-se ao Cristianismo com o nome de Oureana, para alguns a origem do actual nome da cidade e do seu burgo medieval.

No ano de 1136 D. Afonso Henriques toma aos mouros o primitivo castelo, logo chamado de Aurem, enquanto lutava para expandir o reino de Portugal e afirmar a Fé Cristã. Em 1178 é fundado o castelo actual de planta triangular. É em 1180 que Aurem recebe a primeira carta de foral da filha do Rei Conquistador, D. Teresa.

Ao segundo Conde de Ourém deve-se o mérito do tratado de Aliança entre Portugal e Inglaterra, ainda hoje em vigor, e atribui-se, depois, a traição de querer entregar Portugal ao reino de Castela, o que lhe valeu a morte às mãos do futuro rei D. João I e do seu heróico Condestável, D. Nuno Álvares Pereira - o terceiro conde de Ourém. Foi daqui que, em 1385, D. Nuno Álvares Pereira partiu para a Batalha de Aljubarrota.

Mas é D. Afonso, quarto Conde de Ourém, neto de D. João I e herdeiro do famoso Condestável que ao instalar em Ourém a sue corte, defende a vila com muralhas, constrói os torreões e o seu Paço, e em 1445 congrega as quatro paróquias da vila na Colegiada de Nª Srª da Misericórdia que se afirmou, nos quinhentos anos da sua existência, como o grande centro espiritual e religioso de toda uma região, o que culminou com as Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, a 13 de Maio de 1917 e nos cinco meses seguintes.

Depois retomando os caminhos terrenos, veja-se como o Homem e a História, pelas vicissitudes do terramoto de 1755 e das Invasões Napoleónicas, desceram ao vale e levantaram a nova urbe de Ourém, numa paisagem decorada com pinhais nas colinas, hortas nos vales, e vinhedos e olivais a percorrer as encostas da Serra de Aire, onde a Natureza continua protegida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e se preserva, cada vez mais, ao longo da bacia hidrográfica do rio Nabão e nas magníficas escarpas e nascentes termais do Agroal.

In "Folheto Turístico" da Região de Turismo de Leiria (adaptação)

   
 

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