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Ribatejanos de Outrora O Ribatejo foi berço de muitos portugueses famosos, alguns deles pertencentes ao nosso imaginário. Eles foram tantos que esta página estará permanentemente em construção. Visite-nos com frequência.
    Século XII
Século XIII
Século XIV
Século XV
Século XVI
Século XVII
Século XVIII
Século XIX

 

     

  Século XII D. Frei Pedro Arnaldo - Na epopeia da Reconquista, alveja com a couraça envolta no manto dos cavaleiros do Templo esse dom frei que se chamou Pedro Arnaldo e cuja memória ficou ligada à fundação da igreja de Santa Maria de Alcáçova, de Santarém, passados sete anos da sua tomada aos mouros.
Procurador da sua Ordem, de D. Hugo recebera tal incumbência, ao que atesta aquela veneranda lápide que sobreviveu à destruição da igrejinha gótica e lá está ainda a brilhar sobre o alpendre, na frontaria do restaurado templo. (1)

  Século XIII Frei Domingos Do Cuvo - No século treze, entre os fundadores do convento de S. Domingcs, estava um dominicano chamado Domingos do Cuvo, que se distinguiu pelo seu apostolado ardente e mereceu a vários cronistas o baptismo de «Apóstolo de Portugal». (1)

D. Payo Peres Correia - Companheiro de armas do rei Afonso III, o façanhudo conquistador do Algarve, terror da maura gente, figura quase lendária, esse mereceu o cognome de «Josué» e «Moisés Português» tendo sido o décimo sexto grão Mestre de S. Tiago e deixando o nome ligado às mais arrojadas proezas na tomada das terras algarvias.(1)

Frei Pedro Fernandes - Um dominicano, de nome Pedro Fernandes, distinguiu-se no século XIII por bem singulares virtudes, escrevendo uma «Vida de S. Domingo» que atestava basta erudição. (1)

  Século XIV D. Frei Álvaro Pais - No século catorze, o bispo de Silves, D. Frei Álvaro Pais, por quem o Papa João XXII tinha especial afecto, estudou em Paris, onde foi discípulo de Escoto. Larga erudição era a sua, tendo deixado, além de outras obras de teologia uma que ficou assinalada e tinha por título «De plactu Ecclesiae».(1)

Gil Pais - No reinado de D. Fernando, viu os castelhanos de Henrique II de Castela vir por aí abaixo sobre Lisboa.
Intimado a entregar o castelo de Torres Novas, que lhe fora confiado, assinalou o amor pátrio de maneira indelével, não fraquejando, nem quando os visitantes tornaram cativo um filho seu e fizeram questão da sua atitude decidir da vida dele.
Com a alma desfeita, assistiu ao martírio da carne da sua carne, defendendo o castelo e a sua honra, lance que ficou exarado num magnlfico painel de azulejos, da autoria de Jorge Colaço, em Torres Novas. (1)

O Alfageme de Santarém - Segundo o cronista Fernão Lopes, profetisou que Nun'Álvares Pereira viria a ser conde de Ourém.

João Afonso de Santarém - Foi um dos companheiros do Mestre de Avis, ao lado do qual se bateu em Aljubarrota. Em 1426 fundou na sua terra natal (Santarém) o Hospital de Jesus Cristo, a cargo da Misericórdia desde a fundação desta pela Rainha D. Leonor, em 1502. Está sepultado na igreja de S. Nicolau, em Santarém, num magnífico túmulo de mármore, com tampa prismática, primorosamente lavrada. (1)

D. Frei Sebastião de Meneses - Trinitário. D. João I nomeou-o seu embaixador na corte de Carlos VI, rei de França e também ao papa João XXII que na igreja de S. Tomás de Formis o sagrou arcebispo de Cartago e patriarca de África. Veio a falecer em Roma, tendo sido sepultado naquela igreja. (1)

Pedro Eanes Lobato - No século XIV floresceu Pedro Eanes Lobato, letrado e combatente, numa mão a espada e na outra a pena. Militou em Aljubarrota e em África. Trepou pelos altos cargos, sendo regedor da Casa do Cível, vedor da Fazenda Real, do Conselho de el-rei D. Duarte e nosso embaixador em Castola. (1)

D. Beatriz de Castela - A princesa D. Beatriz, fruto do casamento do rei D. Fernando com D. Leonor Teles, nasceu em Santarém, vila muito da predilecção de seus pais. Casada com D. João de Castela, deu motivo às pretensões que fizeram perigar a nossa independência e liquidaram em Aljubarrota. (1)

Frei Soeiro de Santarém - Religioso eremita de Santo Agostinho, teria sido lente de Filosofia na Universidade de Lisboa. Segundo uns teria sido professor pelos anos de 1330, reinando D. Afonso IV; segundo outros, no tempo, de D. Afonso V. (1)

  Século XV D. Fernando "O Infante Santo" - Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Foi feito prisioneiro na tentativa da tomada de Tânger (1437).

Infante D. João - Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Foi condestável do reino e mestre da Ordem de S. Tiago.

Frei Fernando de Santarém - Monge cisterciense, viveu no século XV, celebrado pela sua erudição. Traduziu do latim vários tratados de Teologia, Moral e Filosofia, tradução que o seu abade D. Estêvão de Aguiar, mandou copiar em 1440 por Frei Nicolau das Eiras e juntar num só volume que existiu na Biblioteca do mosteiro de Alcobaça. (1)

D. Pedro de Meneses - Primeiro Conde de Viana. Foi o primeiro governador de Ceuta, onde se conservou até 1437. Gomes Eanes de Zurara atesta as suas proezas valorosas na sua "Crónica do Conde D. Pedro".

D. Duarte de Meneses - Filho de D. Pedro de Meneses. Capitão de Alcácer-Ceguer, praça de que ajudara o rei Africano a apoderar-se. Em 1464, foi vítima da bravura não isenta de loucura de D. Afonso V, num lance de abnegação em que, para salvar a vida do rei, assediado por centenas de inimigos, se deixou morrer batendo-se com valentia até ao derradeiro suspiro. (1)

João de Santarém - Navegador do século XV. Contratado por Fernão Gomes, donatário do comércio da costa de África, assumiu a obrigação de descobrir, anualmente, cem léguas de costa. Parece ter sido, com Pedro Escobar, o descobridor da Costa da Mina, do Calabar e do Gabão, bem como das ilhas de S. Tomé e Príncipe, em 21 de Dezembro de 1470.
Em dia de Ano Bom de 1471 descobriu a ilha que, segundo o uso da navegação, recebeu este nome, a qual foi cedida à Espanha, juntamente com a de Fernando Pó, pelo tratado de 11 de Março de 1778. (1)

D. Garcia de Meneses - Filho de D. Duarte de Meneses, terceiro conde de Viana e de sua segunda mulher, D. Isabel de Castro, teve uma existência aventurosa e singular, militando no nosso exército, antes de militar na religião e chegar à prelazia de :Évora.
Companheiro de armas de D. Afonso V, por ordem do rei Africanco teve o comando da esquadra enviada à Itália em socorro do rei de Nápoles.
A crónica dessa expedição foi feita por ele, redigida em latim, obra impressa em Coimbra quase um século depois da sua morte.
Nomeado embaixador a Roma, a sua erudição e dotes oratórias deram-lhe lugar cimeiro na corte pontifícia, tendo proferido uma oração em pleno consistório, na presença de Sixto IV, na basllica de S. Paulo que conquistou a admiração do Papa.
Logo foi feito seu assistente do solo Pontifício e administrador perpétuo do bispado da Guarda, com retenção do de Évora.
A conspiração contra D. João II foi-lhe funesta. Cinco dias depois de ser metido numa cisterna do castelo de Palmela deixou de existir. (1)

Frei João de Santarém - Religioso jerónimo do século XV, professou no convento do Espinheiro, em 1476, tendo sido notável cultor de jurisprudência.(1)

  Século XVI Álvaro Nunes - Do judeu Álvaro Nunes, médico de renome mundial, rezam as crónicas que nasceu em Santarém nos primórdios do século dezasseis, sendo forçado a exilar-se por não repudiar a sua religião. Chegou a ser médico do arquiduque Alberto, da Casa de Áustria, vindo a morrer em Anvers. (1)

Frei Luís de Sousa - Aliás, Manuel de Sousa Coutinho.
Escritor e cronista que deu o nome à célebre peça de teatro de Almeida Garrett.

Luis Nunes de Santarém - Professor da Universidade de Lisboa no século dezasseis, recebeu provisão de D. João II como leitor de Súmulas durante vários anos. (1)

Pedro de Santarém - Foi jurisconsulto e diplomata.
Viveu na segunda metade do século XVI e parte do século seguinte. Jurista eminente, era considerado grande autoridade em matéria de seguros e questões comerciais.
O rei D. Manuel nomeou-o seu agente de negócios, ou seja, cônsul, em Florença, Pisa e Liorne. Entre as suas obras figuram “Tractatus perutitis et quotidianos de asecuratosnitous e pousionibus mercatorum”, Antuérpia, 1554; Lião, 1579 e 1585. Foi também inserto em miscelâneas intituladas “De Mercatura”, editadas em Veneza, 1584; Lião, 1593; e Colónia, 1609; bem como em “Tractatus de Mercatura”, de Benevenuto Strach, Amesterdão, 1669.(1)

António de Saldanha - Foi militar e navegador do século XVI, muito sendo distinguido nas campanhas do Oriente.
Em 1503 comandou uma armada de três naus que de Lisboa foi com destino à lndia. Uma tempestade dispersou os três navios que seguiram rumo diferente. Supondo ter dobrado o Cabo da Boa Esperança, Saldanha foi a uma enseada antes de lá chegar. Enquanto se efectuava a aguada do seu navio teve de sustentar combate renhido com os selvagens. A enseada tomou então o nome de Aguada do Saldanha, ou baía do Saldanha, tendo para os portugueses grande valor histórico não só pelo seu descobridor e posterior utilização, - muito concorrida pela navegação antes desta se fazer a vapor, - como pela tragédia que ali se deu em 1506, em que perdeu a vida o vice-rei da India D. Francisco de AImeida.
Foi dos capitães que valorosamente colaboraram com Afonso de Albuquerque. Em 1509 estava em Moçambique, no cargo de capitão de Sofala.
Em 1521 exerceu o cargo de capitão-mór das naus da India para onde partiu em 1528. Regressou ao reino em 1533. Em 1535 foi-lhe confiado o comando da frota portuguesa de um galeão e vinte caravelas, com 598 peças de artilharia e 1.500 homens, a qual se reuniu em Barcelona à armada de Carlos V, comandada por Andrea Dória e participou nas conquistas da Goleta e de Tunes, na luta contra os turcos, os quais ameaçavam o Ocidente.
António de Saldanha foi, em seguida, embaixador de Portugal junto de Carlos V. (1)

Aires de Saldanha - Filho de António de Saldanha, nasceu em Santarém, em 1542, e morreu em 1605.
Apenas com dezasseis anos, embarcou para a india com o vice-rei D. Constantino de Bragança, distinguindo-se pela sua bravura na India, onde serviu durante doze anos, tendo adquirido grande experiência nas guerras do Oriente.
Tendo regressado a Lisboa em 1570, regressou à india, depois do seu casamento com D. Joana de Albuquerque, desta vez com Rui Lourenço de Távora, que fora nomeado vice-rei da India.
Nomeado capitão de Malaca, fez construir à sua custa a fortaleza de Tidor. De regresso a Portugal foi nomeado governador de Tânger, cargo que exerceu durante nove anos. Em 1600, foi feito vice-rei da India.
No seu governo lutou com as maiores dificuldades, não só pela falta de recursos financeiros como ainda pelos ataques dos holandeses, tendo suportado os cercos de Cochim, Raehol e de Goa, tendo repelido os holandeses das Molucas. De regresso a Portugal, morreu em viagem, por alturas da Ilha Terceira, tendo o seu corpo sido inumado na Sé de Angra do Heroismo, vindo a ser trasladado para Santarém. (1)

Mestre da Romeira - Pintor maneirista do século XVI. É autor de, entre outras obras, da Anunciação existente na Capela de Nossa Srª do Monte em Santarém.

Mestre de Abrantes - Pintor do século XVI. Foi o autor do retábulo-mor da Igreja da Misericórdia de Abrantes.

Duarte Pacheco Pereira - Dos heróis que na Índia, prestaram os mais assinaláveis serviços a Portugal, foi sem dúvida Duarte Pacheco Pereira, - o Aquiles Lusitano, como lhe chamou Camões, ou o Sansão Português, na frase de Macedo, tais os feitos memoráveis deste esforçado cavaleiro, também letrado de singular ilustração, deixando manuscrita uma obra que intitulou Esmeralda de Situ Orbis.
Viveu no reinado do Venturoso e, como tantos outros, foi vítima da sua ingratidão.
Bastante enevoada a sua vida, dizem uns que, tendo chegado a Lisboa em 22 de Julho de 1505, foi cumulado de honrarias por D. Manuel, que com ele caminhou debaixo do páleo, até ao templo de S. Domingos, para dias depois, sem motivo especial, o mandar prender, conservando-o na prisão até se demonstrar a inocência do crime que, por maldade, lhe imputavam, vindo a passar os seus últimos anos em miséria extrema e acabando miseravelmente num hospital de Valência.
Segundo outros, o monarca tê-lo-ia feito vir da fortaleza da Mina, onde era governador, pondo-o a ferros por obra de invejas e enredos até que, recuperando a liberdade, veio a acabar seus dias numa enxerga da Misericórdia de Lisboa.
Camões verberou a ingratidão real em estâncias que deixam a memória do Venturoso a sangrar. (1)

Frei António da Conceição - No martirológio da cristandade um nome é de reter, o do frade trino António da Conceição, nascido em Santarém no ano de 1549.
Dado às letras, deixou fama de elegância e correcção nos seus escritos.. Alma de viva fé e grande bondade, deu-se por inteiro à míssão de remir cativos, entre a moirama, terminando por ser vitima da sua abnegação. Ao pretender resgatar prisioneiros de Alcácer-Quibir sofreu as piores torturas nas masmorras do Norte de África, vindo a falecer em 20 de Abril de 1589. (1)

António de Quadros - Outro que se distinguiu pelo seu apostolado nas indias foi o padre António Quadros, da Companhia de Jesus. Ali foi eleito provincial, com 26 anos apenas, sendo mestre de teologia e filosofia em Goa.
A sua erudição ficou patente nas cartas que dirigiu à província de Portugal e circularam, impressas.
Pregador de nomeada, o seu apostolado não conhecia limites, incansável na conversão dos nativos, levantando templos em terras de SaIsete e Baçaim. Foi nomeado por D. João III conselheiro do vice-rei da India. (1)

Diogo de Gouveia - Teólogo e jurista, figura de relevo mundial. Em Paris fez os seus estudos universitários, doutorando-se em Teologia. Prior de Palmela, foi escolhido por D. João III para representar o nosso clero no Concílio de Trento, no qual levantou bem alto o nome de Portugal. (1)

D. Manuel de Quadros - Irmão do padre António de Quadros (...), foi também figura grada entre os portugueses do mesmo século.
Formado em direito canónico pela Universidade de Coimbra, foi nomeado inquiridor pelo cardeal D. Henrique, sendo escolhido para deputado da Mesa de Consciência e Ordens pelo rei D. Sebastião e reformador da Universidade por Filipe II. Pelo mesmo rei foi feito bispo da Guarda, o que foi confirmado pelo papa Sixto V. (1)

Fernão Lopes de Castanheda - Outro filho ilustre foi o historiador Fernão Lopes de Castanheda, nado nesta vila [Santarém] por volta de 1500. Noviço da Ordem de S. Domingos aos quinze anos, saiu do convento em 1528 para seguir para a índia com seu pai, o qual fora feito ouvidor geral de Goa.
As lides da guerra não lhe impediram que fosse cronista imparcial, deixando obra perdurável nessa «História do Descobrimento e Conquista da India pelas portugueses», livro que foi traduzido em vários idiomas e é das mais seguras fontes de informação para o estudo da nossa epopeia do Oriente. (1)

Frei Gaspar do Casal - Em 1510 nasceu em Santarém Frei Gaspar do Casal, o qual ingressou na Ordem de S. Agostinho aos 14 anos. Doutor em teologia pela Universidade de Coimbra, em 1542, lente da respectiva Faculdade, foi bispo do Funchal e tomou parte no concílio de Trento, sendo ainda prelado de Leiria e de Coimbra, onde veio a falecer em 1584. (1)

      (1) in Virgílio Arruda. “Santarém no Tempo”. Ed. da Comissão Municipal de Turismo de Santarém. Santarém: 1971
       
       
     

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