HOME

ConcelhosEconomiaCulturaAmbiente
InstituiçõesRibatejanosNovo

Ribatejanos de Outrora O Ribatejo foi berço de muitos portugueses famosos, alguns deles pertencentes ao nosso imaginário. Eles foram tantos que esta página estará permanentemente em construção. Visite-nos com frequência.
    Século XII
Século XIII
Século XIV
Século XV
Século XVI
Século XVII
Século XVIII
Século XIX

 

     

  Século XVII

Frei Afonso da Piedade - Nascido em 1596, em 28 de Janeiro, deixou o seu nome ligado à imagem de Nossa Senhora da Piedade, de que foi o escultor, essa imagem que esteve colocada em tosca ermida, à porta de Leiria e ante a qual fizeram os de Santarém as angustiadas preces, corria o mês de Maio de 1663, quando nas lutas da Restauração, D. João de Áustria, o glorioso general, filho de Filipe IV, entrava pela fronteira do Alentejo à frente de forças desmedidas. Forçando Évora a capitular eis aberto o caminho de Lisboa, que apenas tinha por defesa o magro exército do conde de Vila Flor.

O facto das imagens da Virgem e de Cristo se haverem deslocado, como dando aquiescência às doridas súplicas dos santarenos, provocou tão conscladora esperança que o entusiasmo não conheceu limites, formando-se imediatamente terços nesta vila e contagiando o seu entusiasmo os do Alentejo e da Beira, que prontamente correram a reforçar as minguadas gentes de D. Sancho Manuel, na aparente loucura de enfrentar o temeroso exército de Castela.

A 8 de Junho dava-se, no Ameixial, a batalha decisiva. A 11 de Dezembro, por sentença do cabido de Lisboa, foi declarada milagrosa a circunstância de se moverem e animarem as duas imagens da ermida, à porta de Leiria, quando os santarenos invocavam a protecção da Virgem. A 22 de Janeiro seguinte vem o rei Afonso VI venerar as imagens e ordena a construção da Capela em que a imagem passou a ter culto, e onde recentemente foi posto a dscoberto o arco ogival que serviu para abrigar o edículo onde a imagem da Senhora da Piedade escutara as preces dos santarenos.

Quanto ao autor da imagem, consta que frei Afonso da Piedade ingressou, mais tarde, no mosteiro de franciscanos da Cabida, onde veio a falecer.(1)

António de Matos e Noronha - No tempo de Filipe II um nome sobressai, com particular relevância. Trata-se dum letrado cujcs méritos o levaram à prelazia de Elvas, e foi sagrado em Madrid pelo arcebispo de Toledo, no Real Mosteiro das Descalças, fundação da rainha D. Joana, mãe do rei D. Sebastião. Entre os altos cargos a que ascendeu figura o de Inquiridor-geral. Chama-se António de Matos e Noronha. (1)

Álvaro Pimenta - Era um poeta que grangeou fama em Iatinidade. Entre as suas obras figura "Lusitania libera", epístola endereçada aos franceses, da parte de Portugal, quando foi aclamado D. João IV. (1)

Frei António da Piedade - Professor da Ordem de S. Francisco, foi lente de Teologia e visitador da Província de Santo António, sendo cronista da sua Ordem. (1)

António Prestes - Provando uma vez mais que as musas em nada afectam os doutores, tivemos nado e criado em Santarém o poeta e dramaturgo António Prestes, o qual foi inquiridor do Cível nesta comarca e escritor teatral de nomeada, seguindo as pegadas de Mestre Gil.

Dos autos que compôs ficaram assinalados sete: os da "Avé-Maria", do "Procurador", do "Desembargador", dos "Dois Irmãos", da "Ciosa", do "Mouro Encantado", e das "Cantarinhas". (1)

Frei António de São Payo - Entre os trinitários de maior prestígio do século dezassete, Frei António de São Payo foi superior de convento da sua ordem em Lagos, definidor e visitador geral, acrescendo a estes graus o de pregador geral da sua província. Foi escritor de envergadura, deixando escritas em português, castelhano e latim muitas obras de merecimento. (1)

Luís de Figueiredo - Letrado e jurista, temos também no século dezassete outra figura de nomeada. Era Luis de Figueiredo, o qual se formou em filosofia e cânones na Universidade de Coimbra, sendo também graduado pela de Alcalá de Henares. Foi advogado do Conselho do rei de Espanha, tendo sido corregedor em Alicante. (1)

Padre Inácio da Piedade e Vasconcelos - Lugar de relevo é de conceder, nesta relação ao Padre Inácio da Piedade e Vasconcelos, nascido em 1676, o qual recebeu o hábito de cónego secular da Congregação de S. João Baptista em 1695.

Dando-se de corpo e alma à sua terra natal publicou em 1740 a «História de Santarém Edificada», esse amplo fólio, de letra gorda, em que há de tudo sobre Santarém, peta e verdade, no dizer de Garrett, trabalho de fôlego que, no estilo gongórico, característico da sua época, nos dá pormenorizada relação do passado histórico e lendário cá do burgo. (1)

  Século XVIII Marquês de Marialva - Personagem celebrizada por Rebelo da Silva no conto "A Última corrida de Touros em Salvaterra"

Leonel da Costa - Numa mão a espada e na outra a pena, temos também no século dezoito, outro vulto singular, Leonel da Costa, o qual se distinguiu como militar e homem de letras.

Além de divulgar em redondilhas, a vida de Santa Maria Egipsíaca, compôs outros poemas, traduzindo para português, em verso solto, as Eglogas e Geórgicas e a Eneida, de Virgílio; as quatro primeiras comédias de Terêncio; as obras de Savonarola, tudo vertido do latim que, como o grego, para ele não tinha segredos. (1)

Padre Luis Montês Matoso - O padre Luis Montês Matoso, nascido em 1701 e falecido em 1750, votou-se igualmente ao Iabor de historiador da sua terra natal.

Investigador, não isento de paixão pelos atributos da vila que lhe foi berço, deu-se ao afanoso encargo de descrever o passado e enumerar os encantos do presente compondo uma Santarém Ilustrada que lástima é ter ficado inédita, arquivado o manuscrito na Biblioteca de Évora (cod. III/2.4). (1)

1º Visconde de Santarém - O primeiro Visconde de Santarém foi João Diogo de Barros Leitão de Carvalhosa.

Senhor de Pontével, Ereira e Lapa, alcaide-mor de Santarém, comendador da Ordem de Santiago e da Ordem de Cristo, guarda-roupa e guarda-jóias dos reis D. Maria I e D. João VI, tesoureiro de Bolsinho dos mesmos soberanos, inspector dos Paços Reais e outros altos cargos, nasceu em Santaróm a 18 de Abril de 1757 e f aleceu a 12 de Janeiro de 1818. (1)

  Século XIX Joaninha do Olhos Verdes - Personagem do livro "Viagens na minha Terra" de Almeida Garrett.

Antónlo Saldanha Oliveira e Sousa - Nasceu a 16 de Novembro de 1776. Foi 2º Conde de Rio Maior, gentil-homem da Câmara de D. João VI, morgado de Oliveira, coronel do regimento de milícias dos Voluntários Reais de Lisboa, que ele mesmo organizou.

Formado em Direito, seguiu a carreira das armas, assentando praça em Infantaria 4, no ano de 1800. Despachado capitão, foi ajudante do general Gomes Freire de Andrade, com quem entrou na campanha de 1801.

Quando a família real seguiu para o Brasil, accmpanhou-a como gentil-homem de câmara de D. João VI, com quem regressou em 1821.

Após a Vilafrancada, foi mandado pelo rei ao Brasil, a seu filho D. Pedro, recusando-se o imperador recebê-lo, assim como as cartas do rei seu pai, de que era portador, apesar das diligências diplomáticas do conde e da energia dos seus protestos.

Regressando a Portugal, depois da Abrilada, foi incumbido de acompanhar D. Miguel à Áustria, como seu guarda, pedagôgo e director da viagem. Esta comissão parece ter influído grandemente na sua saúde, abreviando-lhe a existência, pois veio a falecer em Viena de Áustria a 3 de Março de 1825, contando apenas 49 anos. (1)

Gil Guedes Correia de Queirós - Gil Guedes Correia de Queirós, 1º Barão, 1º Visconde e 1º Conde da Foz, nasceu a 16 de Julho de 1795, tomando parte activa na Guerra Peninsular e na Expedição a Montivedeu.

Voltando a Portugal, serviu no regimento de Cavalaria 2, tendo participado em numerosas acções contra as tropas realistas.

Foi fidalgo da Casa Real, gentil-homem da câmara de D. Luis I, com exercício na de D. Fernando II, de quem foi ajudante de campo, possuindo numerosas condecorações.

Faleceu em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1870. (1)

2º Visconde de Santarém - O 2º Visconde de Santarém foi Manuel Francisco de Barros e Sousa de Macedo Leitão e Carvalhosa, tendo os mesmos títulos de seu pai. Nascido em Lisboa, a 18 de Novembro de 1791, faleceu em Paris a 17 de Junho de 1856.

Diplomata, historiador e estadista de excepcional envergadura, foi encarregado de negócios na Dinamarca, (l8l9), escrivão da Fazenda e cartório da Casa de Bragança, guarda.mor da Torre do Tombo, ministro dos Negócios do Reino, da Marinha, do Ultramar e dos Negócios Estrangeiros, na regência de D. Miguel.

Tendo acompanhado a família real ao Brasil, ali se demorou longos anos entregue a investigações históricas em que desde muito novo revelou invulgar proficiência.

Como não quisesse aderir ao regime constitucional estabelecido em 1820, emigrou para Inglaterra, fixando depois residência em Paris, onde se entregou aos seus estudos predilectos.

Quando a família real regressou a Portugal, o Visconde de Santarém regressou também. A sua actividade de investigador foi interrompida durante a regência de D. Isabel Maria e de D. Miguel de quem foi partidário fervoroso.

Tendo caído no desagrado deste ao sugerir negociações para uma capitulação perante D. Pedro, foi por D. Miguel demitido no próprio dia em que este partiu para Santarém, em 1833.

Após a convenção de :Évora-Monte, declarou o seu acatamento ao governo liberal e retirou-se para Paris, de onde não mais regressou.

A despeito de renovadas solicitações, preferiu continuar em Paris entregue aos seus estudos históricos e ali se publicaram quase todas as suas obras.

Em 1843, o governo aproveitou a sua invulgar erudição, confiando-lhe a missão de organizar o Quadro das Relações Políticas e Diplomáticas de Portugal com as diversas Potências desde o princípio da Monarquia até aos nossos dias, bem como outros trabalhos de investigação, deixando uma obra vastíssima, no campo da História e da Diplomacia.

Foi membro de numerosas corporações científicas portuguesas e estrangeiras, entre as quais a Academia das Ciências de Lisboa, o Instituto de França e as Academias de Londres, Viena, Berlim, S. Petersburgo, Nápoles, Munique e Milão. (1)

Padre João António Pereira - O Padre João António Pereira, desembargador e pároco de S. Nicolau, foi dos mais devotados defensores de Santarém, com acendrada paixão pelo seu passado histórico.

Dele escreveu Herculano, em «O Panorama»: «Homem de instrução e elevada e pronta inteligência... Santarém tornou-se o seu ídolo... O padre J. P. converteu-se no espírito de Santarém... Santarém hoje fala com as palavras dele... A instrução do respeitável sacerdote é variada e ridente sem ser superficial. Possa ele ainda por largos dias ser a história viva da pátria de frei Luis de Sousa!» (1)

Marquês Sá da Bandeira - Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo. Foi o 1º Barão, 1º Visconde e 1º Marquês de Sá da Bandeira. Natural de Santarém, foi um dos vultos mais importantes do liberalismo português. Iniciou a vida militar com apenas 15 anos, no combate aos invasores franceses , e participou em todas as campanhas militares liberais, tendo atingido o posto de General. Foi o político liberal português com maior número de anos de governação, tendo sido presidente do Conselho de Ministros cinco vezes. Par do Reino; desde 1834, foi o obreiro da abolição da escravatura em todos os territórios portugueses, por ele decretada definitivamente em 1869.

António de Oliveira Marreca - António de Oliveira Marreca, escritor, economista e professor, nasceu na Ribeira de Santarém, a 26 de Março de 1805, tendo falecido em Lisboa, a 9 de Março de 1889.

Ainda estudante, foi preso pelas suas ideias liberais, tendo-se evadido e emigrado para Londres, donde voltou em 1834.

Nomeado administrador da Imprensa Nacional, foi um dos fundadores do Panorama, que principiou a publicar-se em 1837, ali publicando trabalhos seus que lhe grangearam reputação de economista, e tendo publicado algumas obras sobre ciências económicas.

Trabalhou activamente para a constituição da Junta Revolucionária de Lisboa de 1846, pertencendo com José Estêvão e Rodrigues Sampaio ao triunvirato que se constituiu no país em seguida à revolução francesa de 1848.

Foi director da Biblioteca Nacional de Lisboa, guarda-mor da Torre do Tombo, lente de Economia Política do Instituto Industrial de Lisboa e sócio da Academia das Ciências de Lisboa.

Revolucionário, por temperamento, entrou na revolta chamada da Janeirinha, em Janeiro de 1868.

O ministério que então se organizou, ofereceu-lhe a pasta da Fazenda, em homenagem aos seus serviços e mérito de economista, convite que não aceitou.

Pertenceu ao primeiro directório do Partido Republicano Português, tomando parte importante na redacção do programa do partido, publicado em 1878.

Quando em 1881 se debateu no Parlamento a cedência a Inglaterra da baía e território de Lourenço Marques, foi dos que mais combateram aquele tratado.

Foi deputado em cinco legislaturas, sendo a sua palavra muito acatada, sobretudo em questões económicas e financeiras em que era autoridade.

Participou no projecto do Código Civil, tendo colaborado em jornais e revistas luso-brasileiras. (1)

Guilherme de Azevedo - Guilherme Avelino de Azevedo Chaves nasceu em Santarém a 30 de Novembro de 1839. Fez o curso de Humanidades no Liceu daquela cidade, depois do que fundou e dirigiu ali o jornal O Alfageme, « folha política, literária e noticiosa » (n.º 1, 15-6-1871), iniciando a actividade de jornalista num meio hostil que não suporta a sua intervenção polémica a propósito da Comuna de Paris. Que não se tratava de um animador cultural desconhecido no seu tempo, revela-o a sua ligação ao grupo da «geração de 70», com o qual aparece na cena portuguesa a subscrever o programa das «Conferências do Casino» e não é dos menos activos contra a prepotência e a venalidade de quem ordenara o encerramento das «conferências democráticas ».
Transferindo-se para Lisboa, o seu talento de jornalista pode observar-se através de numerosas publicações, desde a Lanterna Mágica ao famoso Álbum das Glórias onde, sob o pseudónimo de João Rialto, anima as caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro com crónicas (a última é de Janeiro de 1882) de grande originalidade estilística e que provocam o desespero da Ordem e da Carta, das classes e das instituições conservadoras. Como correspondente da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, segue para Paris em 1880, cidade onde acaba por morrer prematuramente dois anos depois. O seu exórdio poético tem lugar com Aparições (1867), seguindo o modelo lírico lamartiniano, embora com Radiações da Noite (1871) se produza uma ruptura no sentido do novo lluminismo cultural, não sem contaminações retóricas de Victor Hugo que atingirão igualmente o canto de Guerra Junqueiro ou de Gomes Leal. É, porém, com A Alma Nova (1874) que o tecido poético apresenta marcas de modernidade e um discurso com não poucas homologias com o de Cesário Verde, razão por que não será ousadia falar de Guilherme d' Azevedo como precursor de Cesário. De resto, na época, a renovação da forma poética era atribuída muito mais ao primeiro do que ao segundo. Antero e Camilo não esconderam o seu entusiasmo pelo verbo novo azevediano. E é conhecida a mágoa de Cesário (carta a Silva Pinto) quando Teófilo Braga, depois de ler os seus poemas, se manifesta abertamente por Guilherme d' Azevedo: «talvez o único que no futuro poderá representar a poesia moderna»


in Guilherme D' Azevedo, A Alma Nova, introd. Manuel Simões, 1981

Visconde da Serra do Pilar - O general José António da Silva Torres Ponce de Leão, visconde de Serra do Pilar, nasceu em Santarém a 16 de Março de 1872, pertencendo ao número dos militares liberais.

Companheiro de Sá da Bandeira, com ele tomou parte nas acções de guerra peninsular, tendo entrado nas batalhas de Albuera, Salamanca, Vitória e Pamplona, onde se mostrou um combatente valoroso.

Participou igualmente nas lutas liberais, tendo emigrado para Inglaterra a bordo do Belfast, tomando parte activa nos combates de Chão de Morouços, da ponte do Marnel, de Souto Redondo e de Ponte Ferreira, bem como no cerco do Porto, onde rendeu Sá da Bandeira. (1)

Conde de Valbom - O Conde de Valbom, primeiro deste título, foi Joaquim Tomás Lobo de Ávila, o qual nasceu em Santarém a 15 de Novembro de 1819, falecendo em Lisboa a l de Fevereiro de 1901.

Fidalgo da Casa -Real, foi conselheiro de Estado, par do Reino, ministro de Estado, diplomata, - qualidade em que chefiou como ministro plenipotenciário as legações de Paris e Madrid, - coronel de engenharia, vice-governador do Crédito Predial, membro do Conselho Superior de Obras Públicas, sócio efectivo da Academia das Ciências, grã-cruz da Ordem de Cristo, das Ordens de S. Maurício e S. Lázaro de Itália, da Rosa do Brasil, etc.

Em 1844 juntou-se aos revoItosos contra Costa Cabral, sendo feito ajudante de campo do general César de Vasconcelos, que chefiava o movimento.

Mal sucedido este, foi forçado a emigrar para Paris, onde fez o curso de engenharia na Escola de Pontes e Calçadas, cursando também Economia e Direito Administrativo.

De regresso a Portugal, filiou-se no partido regenerador, tendo sido deputado por vários círculos, distinguindo-se pela actividade parlamentar.

Em 1862 foi pela primeira vez ministro, na pasta da Fazenda, sob a presidência do duque de Loulé.

Promoveu a criação do Crédito Predial, reforma dos serviços aduaneiros e a consolidação do nosso crédito no estrangeiro.

Em 1849 entrou para o quadro das Obras Públicas, tendo regido a cadeira de Caminhos de Ferro na Escola do Exército. Fez parte da comissão que decidiu a construção da linha do Leste. Criado o ministério das Obras Públicas de que Fontes Pereira de Melo foi o primeiro titular, exerceu sucessivamente os cargos de secretário do Conselho de Obras Públicas e depois o de inspector das mesmas. Desta pasta foi nomeado ministro com o duque de Loulé, em 1869, sendo também ministro da Guerra do mesmo ministério quando a sublevação de Saldanha o fez cair.

Em 1874 foi elevado a par do Reino, sendo no mesmo ano agraciado com o título de Conde de Valbom.

Em 1876 foi nomeado ministro plenipotenciário em Madrid; e de 1886 a 1890 exerceu este cargo em Paris. Quando do Ultimatum de 1890 foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros.

As suas predilecções literárias fizeram com que fundasse os jornais «Cosmorama» e «Ateneu», cooperando na fundação dos jornais «Política Liberal», «Gazeta do Povo» e «Comércio de Lisboa»; e colaborando na «Revolução de Setembro», «Civilização» e outros órgãos da imprensa, nos quais se evidenciou o seu jornalismo político. Também publicou artigos científicos em revistas como a «Revista de Obras Páblicas e Minas».

A sua carreira cemo engenheiro de Obras Públicas foi muito honrosa, ascendendo, por fim, em 1899 ao cargo de presidente do Conselho Técnico de Obras Públicas. (1)

D. António Pedro da Costa - Nascido em Santarém a 6 de Outubro de 1840, nesta cidade faleceu em 1900.

Tendo estudado no Seminário de Santarém, foi ordenado sacerdote, tendo servido como coadjutor e pároco da freguesia do Salvador.

Criada a diocese de Damão em 1886, foi nela apresentado no mesmo ano, fazendo a sua entrada solene na diocese em 19 de Junho de 1887 com o título de 1º Bispo de Damão e arcebispo ad honorem de Cranganor.

Erigiu em Sé Catedral a igreja matriz de Damão e abriu várias escolas. Tinha o titulo de «Fellow» da Universidade de Bombaim.

De exemplar modéstia, na sua vida sacerdotal, existem valiosos testemunhos das suas virtudes, como prelado, ficando bem documentado o seu zelo apostólico e a acção missionário no Oriente. (1)

António Rodrigues Montês - Oficial do Exército que, pertencendo ao regimento de Cavalaria 1, no posto de alferes se distinguiu heroicamente em Moçambique, nas campanhas da Ocupação, em 1895, tomando parte nos combates de Inhambane, Coclela e outras acções, como dedicadíssimo companheiro de Mousinho de Albuquerque, na luta contra Gungunhana. (1)

D. Domingos Maria Frutuoso - D. Domingos Maria Frutuoso, nascido em 13 de Novembro de 1867 na Ribeira de Santarém, foi ordenado presbítero em 15 de Junho de 1889. Foi professor do Seminário Patriarcal desta cidade, tendo professado em 1843 na Ordem de S. Domingos no Convento de S. Maximino (Var), em França. Ingressou mais tarde na Universidade de Toulouse, onde se formou em 1897.

Vindo para Lisboa, foi professor do Colégio dos Dominicanos Ingleses, onde se conservou até à sua elevação ao Episcopado, tendo sido preceptor dos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel.

Foi sagrado Bispo de Portalegre, em 1920.

Durante o seu episcopado publicou pastorais de grande merecimento, notabilizandc-se como orador sagrado e honrando as lições que recebeu de Monsabré, o grande orador de Notre-Dâme e os próximos discípulos de Lacordaire. (1)

      (1) in Virgílio Arruda. “Santarém no Tempo”. Ed. da Comissão Municipal de Turismo de Santarém. Santarém: 1971
       
       
     

[HOME] [Novo] [Concelhos] [Economia]
[
Cultura] [Ambiente] [Instituições] [Ribatejanos]

Contacte-nos
Contacte-nos