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Salinas de Rio Maior
Salinas de Rio Maior
[Salinas Naturais de Rio Maior] [Monumentos]
 
 

 

Salinas Naturais de Rio Maior

Num vale a 3 km da cidade de Rio Maior e a 1 km do Alto da Serra, na estrada nacional n°1, estão situadas as únicas Salinas Naturais existentes em Portugal.

O QUE SÃO AS SALINAS

Uma mina de sal gema, muito extensa e profunda, atravessada por uma corrente subterrânea, alimenta um poço de onde se extrai a água, sete vezes mais salgada que a do Oceano Atlântico. O poço comum, com as suas sete regueiras, as picotas ou cegonhas, os talhos e as eiras, assim como as rústicas e típicas casas de madeira com as suas chaves e fechaduras também em madeira, completam esta curiosidade da Natureza.

O processo de exploração é tipico e artesanal, constituindo estas Salinas Naturais o verdadeiro ex-libris da Cidade de Rio Maior. As suas pirâmides de sal constam do brazão da Cidade.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Têm oito séculos de história. Com efeito há oitocentos anos, em 1177, que Pero D'Aragão e a sua mulher Sancha Soares venderam à Ordem dos Templários a quinta parte que tinham no poço e Salina, conforme diz Pinho Leal no "Portugal Antigo e Moderno", 8° volume (1876), citando o documento comprovativo dessa venda.

É aliás o mais antigo documento conhecido, que se refere a Rio Maior.

Certamente que através de séculos, a exploração das Salinas fez-se por processos iguais aos de há poucos anos, quando a água salgada era tirada por meio de duas picotas (introduzidas na Península Ibérica pelos Árabes). Mas, consta que, antes da Reconquista cristã, os Romanos e depois os Árabes, já as exploravam em larga escala. Nestas épocas recuadas o sal era uma substância muito importante no comércio entre os povos, alguns o utilizavam até para pagamento de jornas, daí a palavra salário...

AlGUNS DADOS TÉCNICOS

São 470 talhos, 21.865 m2 de área e uma marinha com 5000 m2 de concentradores e alguns talhos. Um poço natural com 8.95 m de profundidade por 3.75 m de diâmetro. Por cada litro de água salgada, obtém-se uma mineralização de 220g sendo 213.3g de cloreto de sódio, o que significa 96% da mineralização total. Daqui resulta que, a água do poço tem uma percentagem insignificante de outros sais de magnésio, apenas 0.49g por cada litro de água…

ALGUNS DADOS ECONÓMICOS E TURÍSTICOS

O processo de fabrico tem actualmente duas componentes, a artesanal e a industrial. Existe desde 1979 a Cooperativa Agrícola dos Produtores de Sal de Rio Maior que agrupa a maioria dos actuais proprietários, tendo como objectivo a comercialização de sal dos cooperantes e promover acções de apoio aos mesmos, na transformação da salmoura e seu aproveitamento.

A concentração de sal em armazéns construídos para o efeito, veio permitir a sua recolha e armazenagem em melhores condições, disponibilizando as "casinhas" de madeira para a comercialização de artesanato.

In "Folheto Turístico" – C.M.R.M. e Associação de Desenvolvimento Intrgrado das Salinas.


Monumentos

  • Gruta em Nossa Srª da Luz - Fica na Quinta da Senhora da Luz, na estrada de Rio Maior às Caldas da Rainha. (M.N.).

  • Igreja de Santa Maria Madalena, paroquial de Alcobertas, e megálito-capela adjacente - Templo de uma nave, com alpendre a anteceder a porta que é encimada por um nicho com imagem quatrocentista. É revestido de azulejos do tipo "padrão" do séc. XVII. Possui uma pia baptismal e outra de água benta, quinhentistas. O que singulariza esta igreja é o facto de uma das capelas laterais ter aproveitado e reutilizado uma Anta.
    (I.I.P. - Freguesia de Alcobertas)

  • Pelourinho de Azambujeira - Assenta numa plataforma de três degraus. A coluna tem base paralelipípédica, em mármore lavrado, fuste liso e capitel lavrado. É rematado por corpo oval. (I.I.P. - Freguesia de Azambujeira).

  • Villa Romana - Ruínas descobertas em 1992. Presença de mosaicos de qualidade. O achado mais valioso até à data foi uma ninfa do séc. I. (Rio Maior).

  • Igreja da Misericórdia - Templo de fachada barroca, de nave única. Possui dois altares laterais e dois colaterais, estes últimos do séc. XVI.

in
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado
Edição promovida pelo IPPAR, 1993
"Folheto Turístico" da Região de Turismo do Oeste

 
   
 


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