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| ** HISTÓRIA ** | ||||
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| Introdução Vila portuguesa do distrito e diocese de Santarém e comarca de Benavente com 8132 h (dados de 1987), sede de concelho. Encontra-se perto da margem esquerda do Tejo. Recebeu foral em 1295. A Igreja Matriz de São Paulo remonta a 1296. Do Palácio Real então existente, após incêndio e o Terramoto de 1909 que o destruiu, subsistem a Capela Real e as Chaminés do Antigo Paço. Constituído por quatro freguesias, o concelho tem 18.504 habitantes e 238.05 Km2. Situado em terras aluviais, produz cereais e cortiça e cria gado bovino e cavalar. Possui indústrias de produtos alimentares e madeira. "Moderna Enciclopédia Universal", ed. Círculo de Leitores Dados fornecidos pela CMSalvaterra
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| Quadro Histórico A história do concelho de Salvaterra está intimamente ligada à vida da corte e dos nossos reis, especialmente aos seus tempos de lazer. Abundante em caça de todo o género (especialmentede javalis), ali se estabeleceram diversas coutadas reais. Fundado em 1295 por foral de D. Dinis que o mandou povoar, o concelho de Salvaterra experimentou desde logo, pelo seu clima, solo e caça, a preferência dos reis da 1ª dinastia: desde D. Afonso IV (1331) a D. Fernando (foi em Salvaterra que foi assinado o contrato de casamento de sua filha com el-rei de Castela, D. João I); de D. João I (Mestre de Avis), que determinou que de Salvaterra se fizesse coutada e dela fez diversas doações, a D. Afonso V (1454); de D. João II(1494) a D. Manuel, que, em 1479, "passou carta de previlégio para 40 lavradores de Salvaterra que ali morassem e tivessem casas continuamente e lavrassem no termo, pelo que seriam escusados dos cargos do concelho e de servir a corte ou qualquer outra pessoa com roupas e "gados, salvo se o Rei estivesse em Salvaterra" (1); de D. Pedro II (1690) a D. José, que "inaugurou o sumptuoso teatro onde se cantaram, do ano de 1753 ao 1792, trinta e cinco óperas ..."(2). De Lisboa para Salvaterra, de Salvaterra para Almeirim, de Almeirim para Lisboa, aqui passaram fazendo doações, coutando terrenos, ouvindo missa, caçando, fugindo a pestes, D. João III, o Cardeal D. Henrique, D. Sebastião, D. Filipe II de Espanha (com toda a corte), D.João IV, D. Afonso IV (1665), D. João V (1707), D. José (1765): "Na coutada de Salvaterra, a Corte divertiu-se no dia 11. Bateram-se as moitas Paredes, Alagoa das Ceiras (...) Chegado o termo das caçadas foram Suas Majestades e Altezas à capela assistir ao Pontifical (...) Representando-se ópera e comédia, apenas nequela noite houve conversa". (3). E ainda D. Maria I (1778), D. João VI (1820), 0 Príncipe D. Miguel: "tão popular que encarnava o ribatejano destemido, toureiro e cavaleiro audaz. O Infante, que frequentava os Paços de Salvaterra, bateu muitas vezes a Charneca ..." (3). O palácio real de Salvaterra foi mandado edificar pelo Infante D. Luís, filho de D. Manuel,em 1514: "...em cujas tapadas se fizeram grandes e movimentadas caçadas, fazendo passar por Salvaterra os vultos mais eminentes de Portugal e do Estrangeiro, até em resolução de grandes negócios do Estado." (4). No reinado de D. João VI um enorme incêndio-destruíu todo o palácio, somente deixando a capela real e uma torre. "Em 1762 teve lugar a última tourada real em que perdeu a vida o Conde de Arcos, filho do Marquês de Marialva. O velho marquês que assistia à tourada, presenciando a morte do filho nas hastes do touro, desceu à arena (...) desembainhou a espada e a pé firme matou corajosamente o touro (...) Assistiram à tourada El-Rei D. José I e o seu primeiro ministro o Marquês de Pombal "(5). (1)in "Anais de Salvaterra de Magos" - Dados Históricos desde o séc. XIV - José Estêvão- 1969 -Pag.14; (2) idem Pág.15; (3) idem Pág.64 (4) in "Salvaterra de Magos" nº203-Edição Rotep-1953 (5) in "Anais de Salvaterra de Magos" - Dados Históricos desde o séc. XIV - José Estêvão- 1969 -Pag.14 in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 392-393 |
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