
Santa Iria
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A elevada capacidade
defensiva, o acesso ao rio e os seus solos
férteis, cedo tornaram Santarém num local
privilegiado para a fixação humana, quer no
planalto quer nas zonas ribeirinhas. A presença
dos romanos é relatada por diversos autores
antigos que lhe chamaram Scallabis ou Praesidium
lulium, tendo sido no século I uma importante
base militar e de colonização do território.
A
cidade sofreu certamente com a chegada da crise
do século III que abalou todo o império romano,
tendo sido dada em 460 ao visigodo Sunerico.
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| No final do século
VI, sob o domínio dos visigodos dão-se os
lendários acontecimentos que envolveram Santa Iria.
Posteriormente a urbe recebeu a nova designação
de Sancta Irena que manteve na época muçulmana
com o nome de Chantirein ou Chantarim e
tornando-se na actual Santarém. A
ocupação muçulmana desde o século VIII,
embora mantendo o principal da estrutura urbana
anterior, veio fortalecer a importância
agrícola, comercial e administrativa da urbe.
Após
a definitiva ocupação cristã, a 15 de Março
de 1147 e durante toda a Idade Média, a vila de
Santarém foi por diversas vezes a preferida de
reis, de nobres e do clero, local de
peregrinação, tendo nela lugar inúmeros
acontecimentos que marcaram a história do país.
Alguns
historiadores apontam a morte do infante D.
Afonso, filho de D. João II, em 1491, num
acidente de cavalo nas margens do Tejo, como uma
das razões do afastamento da corte da vila de
Santarém e o seu consequente decréscimo de
importância no reino.
Só
em Dezembro de 1868 é que "a princesa das
nossas vilas" foi elevada a cidade.
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