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Igreja da Graça
Igreja da Graça
"Santarém é um livro de pedra em que a mais interessante e mais poética das nossas crónicas está escrita".
Almeida Garrett


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Santarém Monumental   A importância e notabilidade que Santarém sempre assumiu fez desta cidade uma das mais importantes de Portugal, à qual estiveram intimamente ligados os factos de maior vulto da História do nosso País.

Residência real e capital do Reino no reinado de D. Afonso IV (Século XIV), a importância de Santarém é documentada pelos inúmeros privilégios que constam nos seus forais e reflecte-se nos seus:

  • Dezasseis conventos e mosteiros,
  • Cerca de trinta albergarias e hospitais,
  • Mais de quarenta ermidas,
  • Paços realengos como os de Alcáçova e do Terreiro da Piedade,
  • Palácios e solares da melhor nobreza do reino.

O número e relevância do seu património monumental testemunham uma opulência artística e cultural sui generis à escala nacional.

Desta interligação de diversas conjunturas políticas, económicas, sociais e culturais gerar-se-ia o despontar em Santarém do estilo Gótico, de características mendicantes, que tem à escala nacional, a sua primeira e principal representante: a qualidade ímpar e homogénia dos edifícios construídos nos séc. XIII-XIV em Santarém concedem-lhe o epíteto de "Capital do Gótico". E, apesar das violentas delapidações (naturais e humanas), das destruições e descaracterizações que sacrificaram uma boa parte do seu património medieval, nos séc. XIX e XX, Santarém ainda mantém alguma herança monumental deste período, de que são exemplos significativos: a Igreja de S. João do Alporão (séc. XIII); a Igreja da Graça (séc. XIV); a Igreja de Marvila (reconstrução Manuelina); a Igreja do Convento de Sta. Clara (1260); o Convento de S. Francisco (1242); a Igreja de Sta. Cruz da Ribeira (séc. XIV); a Fonte das Figueiras (séc. XIII); o Recinto Fortificado de Alcáçova, com as Portas de Santiago e do Sol, etc.

Mesmo quando, em finais do séc. XV, o trágico acidente que vitimou o infante D. Afonso, no Mouchão de Alfange, fez comprometer a anterior preferência dos monarcas portugueses por Santarém, esta viveu os séculos da Idade Moderna consideravelmente favorecida, a ponto de ver surgir dentro do seu espaço grandes vultos da ciência, das artes, das letras e da guerra. Assim se explica, de resto, o conjunto de fachadas Maneiristas de "estilo Chão" e os espaços Renascentistas de fina concepção erudita, visíveis um pouco por todo o Centro Histórico e que fazem da cidade uma das mais interessantes malhas urbanas de Portugal.

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Arqueologia no Centro Histórico de Santarém   A salvaguarda e valorização do património histórico-cultural da cidade de Santarém tem vindo a ser objecto de crescente interesse e preocupação por parte da Câmara Municipal, patente em diversas acções como a Candidatura de Santarém a Património Mundial. Em 1992 iniciou-se um projecto de arqueologia urbana com carácter sistemático, para a àrea do centro histórico.

O património arqueológico faz parte da nossa memória colectiva e é um recurso não renovável que tem de ser objecto de diversos estudos especializados com vista a uma melhor compreensão do passado da cidade.

Realizaram-se diversas intervenções e acompanhamentos arqueológicos de obras de construção civil que envolvessem a remoção de terras, com vista à salvaguarda desses importantes testemunhos com o objectivo de cartografar o subsolo e planear os trabalhos arqueológicos.

Das intervenções arqueológicas destacamos a realizada na Igreja de Santa Maria de Alcáçova (em fase de Projecto de Restauro). Neste local foram postas a descoberto além do cemitério que existia no interior da igreja, vestígios arqueológicos do período romano. Os trabalhos contaram com a colaboração de um grupo de jovens do Instituto da Juventude. Realizou-se igualmente uma abertura extraordinária da igreja ao público e às Escolas do Concelho, com vista à divulgação dos resultados obtidos.

Recentemente, os trabalhos de arqueologia realizados na Alcáçova de Santarém, levaram á identificação de um podium (base) de um Templo Romano com cerca de 15 m de lado, que se presume datar do Séc.I AC. Trata-se de um achado da maior importância que abre novas perspectivas para o conhecimento da Scallabis romana. Na área da Alcáçova os trabalhos decorrem com a colaboração do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e o apoio do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico).

Na sequência do Projecto de reabilitação do Convento de S. Francisco realizam-se igualmente naquele local trabalhos de arqueologia (IPPAR), demonstrando mais uma vez a riqueza patrimonial da cidade. Estes trabalhos contam igualmente com o apoio da Autarquia revelando o empenho desta no prosseguir da investigação arqueológica na cidade.

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