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| Quadro Histórico O concelho de Torres Novas data do princípio da nacionalidade, tendo a sua sede recebido foral em 1190, por D.Sancho I. Este foral foi confirmado mais tarde por outros reis portugueses. Além destes forais, o concelho regia-se também pelos documentos denominados "Foros de Torres Novas", reguladores do seu direito consuetudinário, documentos estes considerados de grande importância para o estudo do municipalismo no nosso país. A vila, conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1148, fora mais tarde reconquistada pelo "miramolim de Marrocos". Até à posse definitiva pelos cristãos, tanto o castelo como a povoação foram sucessivamente sendo destruídos. Em Torres Novas realizaram-se duas importantes CORTES: a de 1438, reunídas após a morte de D. Duarte, as de 1535, em que se assinou o contrato de casamento da Infanta D. Isabel com Carlos V. D.Dinis doou a vila a sua mulher, a Rainha Santa Isabel e D. João II concedeu-a a D. João de Lencastre, filho de D. Jorge. Em 1834, os liberais apoderaram-se da vila, depois de um violento com bate com os absolutistas. Devido à sua posição geográfica - bacia hidrográfica do Rio Almonda e cruzamento de muito importantes vias de comunicação - Torres Novas teve um grande desenvolvimento industrial, tornando-se em pouco tempo um importante polo de atracção. Sobre a antiguidade de Torres Novas apenas se poderá dizer que remonta à denominação romana, pois foram descobertas as ruínas de uma cidade romana, a "Vila Cardilium". in
DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM -
ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 476.
Destruição de Torres Novas em 1190 A coluna almóada
ganhou primeiro Córdova. in "Castelo de Torres Novas", ed. Serviços Culturais da Câmara Municipal de Torres Novas |
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