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Introdução

Cidade portuguesa do distrito e diocese de Santarém, com 19.603 habitantes (dados de 1987), em duas freguesias. Sede de concelho e comarca, é atravessada pelo rio Nabão. Doada aos Templários em 1159, Gualdim Pais nela ergueu um castelo em 1160 e lhe deu foral em 1162; foi sede da Ordem do Templo e, após a extinção deste, em 1314, da Ordem de Cristo, fundada em 1319. De valor excepcional o conjunto dos seus monumentos, que abrange desde o românico-bizantino até ao barroco, passando pelo gótico, o manuelino e a Renascença, sendo de salientar o Convento de Cristo (todo ele um museu), o castelo, as Igrejas de S. João Baptista, da Conceição, de Santa Iria e Santa Maria do Olival, e a sinagoga; típica a sua Festa dos Tabuleiros. Constituído por 15 freguesias, o concelho tem 47.972 habitantes (dados de 1987). Fértil região agrícola, possui indústrias de madeiras, de papel e produtos resinosos.

in "Moderna Enciclopédia Universal", ed. Círculo de Leitores

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Quadro Histórico

"Desde os tempos paleolíticos que o Vale do Nabão, mercê das suas excepcionais condições de fertilidade, foi frequentado por povos primitivos que aqui se fixaram conforme é confirmado por estudos arqueológicos realizados. Através destes estudos verifica-se a existência de diversas estações paleolíticas que, mais tarde, foram a origem de castros Pré-célticos. É num destes castros que encontramos a origem da nossa cidade ... “ (l)
Nabância, primeiro nome de Tomar, era o termo pelo qual os Lusitanos designavam aquela região, usando o nome de um seu deus, Nava, deus das águas. O Rio Nabanis (Nabão) percorria-a.
Urbus Nabae era o seu nome à altura da denominação romana. Aí residiu o consul romano Valérius Maximus. Dedicavam-se aqui os povos à agricultura e à exploração mineira.
Seguem-se as invasões dos Bárbaros e dos Visigodos e, mais tarde, dos Mouros (cerca de 712 d.c.). Com a reconquista cristã surgem as Ordens de Cavalaria entre as quais a do TEMPLO, com cuja história se confunde a da própria Tomar.
Em 1160, inicia-se a construção do Castelo de Tomar, por ordem de D. Afonso Henriques a Gualdim Pais, então mestre da Ordem dos Templários. É construída esta fortificação na linha da defesa central do reino, exactamente com os restos da antiga povoação Luso-Romana. Com os pequenos aglomerados populacionais que restaram às invasões sucessivas, em 1162 foi concedido o primeiro foral à vila, vila esta que foi crescendo rapidamente, ligada à cultura do fértil vale do Nabão. Eram os Templários que estabeleciam as colónias (de moçárabes). Vivendo na vila (eram guerreiros e não monges), desenvolviam a construção e organizavam à sua volta uma "comitiva de clientes, servos, escravos e escravas” (l). Estes associavam-se em agremiações, sempre sob o nome de um santo. A povoação crescia então com grande rapidez.
"Um outro elemento muito importante para a vida e progresso de Tomar foi o elemento judaico. Não sabemos quando vieram estabelecer-se aqui; sabemos que se distinguem das outras classes sociais, pelo seu saber, pela sua riqueza, pelo seu engenho e pelas suas aptidões. Possuiam Sinagoga que ainda hoje existe e viviam em Comunidade. Uma.vez aqui estabelecidos deviam ser um poderoso elemento de progresso para a povoação, porque, além de tudo, eram os principais comerciantes e burgueses" (l).
Em 1319, no reinado de D. Dinis, com a extinção da Ordem dos Templários e por bula papal solicitada por aquele rei, é criada a Ordem de Cristo, que lhe continua a obra. Governador desta Ordem, o Infante D. Henrique, então residente em Tomar, é com os já imensos rendimentos e rendas daquelas que financia a empresa dos Descobrimentos Marítimos. Executa a reforma da Ordem e passa a residir no convento.
Para o desenvolvimento da vila contribui também o facto de lá passar a principal estrada do reino, ligando Lisboa a Coimbra. Esta influência só deixou de existir no séc.XVIII, no reinado de D. Maria I, aquando da construção da nova estrada por Leiria e Pombal.
A acção do Infante D. Henrique manifestou-se nesta vila não só com obras de saneamento básico,
construção de habitações, arruamentos, edificação de igrejas e monumentos, mas também na
criação de diversas feiras, das Saboarias deTomar, etc.
“(...) No reinado de D.Manuel renovam-se os açúdes e as moengas da Ribeira da Vila; criam-se as Ferrarias de S. Lourenço e do Prado, bem como a Fábrica de Vidro da Matrena; estas fábricas de cariz oficinal perduram até ao séc. XVIII; outras, porém, não conseguem sobreviver à concorrência da indústria manufactureira. Por outro lado, a evolução técnico-industrial e a nova organização provocam perturbações funcionais na indústria tradicional. Assiste-se, então, ao sucesso parcial da indústria manufaètureira na 2ª metade do séc. XVIII. As novas técnicas transformarn essencialmente, as unidades produtoras de seda, do papel e do ferro.
Tomar industrializa-se nos finais do séc.XVIII, com a instalação das fábricas de fiação de tecidos e de papel; posteriormente, outras surgirão, nomeadamente de produtos resinosos, de cerâmica e de moagem, bem como de lagares de azeite e de destilarias.( ... ) (2).

(1) in “Boletim Cultural e Informativo da C.M. de Tomar”, nº2 de 20/10/81 - Artigo “Nascimento e Evolução Urbana de Tomar até ao Infante D. Henrique” de José Inácio da Costa Rosa.

(2) in “História e Geografias Humanas no Tempo e no Espaço” - Drª Salette da Ponte - C. M. Tomar - 1985.

in DIAGNÓSTICO SÓCIO-CULTURAL DO DISTRITO DE SANTARÉM - ESTUDO 1, Santarém, 1985, pág. 452-453.

     
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